Hospital Municipal São José é destaque em doações e transplantes

Vinte e sete doações de órgãos beneficiaram pelo menos 100 pacientes

Por Redação Agora Joinville 08/01/2018 - 15:54 hs
Foto: EBC

O Hospital Municipal São José de Joinville consolidou em 2017 sua posição como um dos mais importantes centros de doação e transplante de órgãos de Santa Catarina, segundo levantamento realizado pela Comissão de Doação de Órgãos.

Ao lado do São José estão os hospitais Santa Isabel, de Blumenau, e Hospital e Maternidade São José, de Jaraguá do Sul. Os três são responsáveis por 40% das doações do Estado.

Referência em transplante de rins, fígados e córneas, em 2017 o “São José” superou seus indicadores. As 44 notificações de morte encefálica geraram 27 doações de órgãos (61,4%), beneficiando mais de 100 pacientes que saíram de lista de espera.

O desempenho do Hospital São José nesse campo contribui para que Santa Catarina, por mais de 10 anos consecutivos, seja o Estado líder nacional em doação de órgãos. Segundo o coordenador da Comissão de Doação de Órgãos, Ivonei Bittencourt, isso se deve à profissionalização das equipes de transplantes e à solidariedade do povo catarinense.

No Estado, das 501 notificações de potenciais doadores no ano passado, 244 casos converteram-se em doações efetivas (49%). “Mas mesmo diante desse trabalho de excelência, 548 pessoas aguardam por um transplante em SC. A maior lista de espera é do rim, com 373 pacientes”, destacou Ivonei Bittencourt.

O ponto mais sensível desse trabalho é a sensibilização dos potenciais doadores em manifestar esse desejo a seus familiares. “Todas as pessoas que querem ser doadoras devem falar isso claramente com seus familiares. A autorização final é sempre dos familiares”, enfatiza Ivonei Bittencourt.

A Comissão de Doação de Órgãos do “São José” tem realizado campanhas nas escolas de saúde e na comunidade para conscientizar as pessoas sobre a importância da doação e como ser um doador. A legislação brasileira deixa claro que somente o consentimento familiar autoriza a doação. “Documentos apenas expressam o desejo da pessoa, mas não autoriza. Por isso, avise sua família”, orienta Ivonei Bittencourt.

Brasil

Atualmente no Brasil mais de 33 mil pessoas aguardam um transplante. Destas, duas mil anualmente morrem em lista de espera e muitos delas são crianças.

O Brasil é o segundo maior transplantador de fígado e rim. São diversos os fatores que impedem destas pessoas saírem de lista de espera: contraindicação clínica para doação de órgãos (doenças infectocontagiosas), parada cardíaca durante o processo de doação e a principal causa – a recusa familiar para doação (27% em SC).

*Texto Assessoria de Imprensa