IBGE inicia coleta de dados em propriedades rurais de SC a partir de outubro

Ao longo dos próximos cinco meses, 900 recenseadores visitarão 200 mil produtores do Estado para o Censo Agropecuário 2017

29/09/2017 - 08:18 hs
Foto: Murici Balbinot
IBGE inicia coleta de dados em propriedades rurais de SC a partir de outubro
Secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, presidiu apresentação do Censo

O IBGE e a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca de Santa Catarina apresentaram, nesta quinta-feira (28), o Censo Agro 2017. De 1º de outubro até fevereiro do ano que vem, 900 recenseadores vão visitar cerca de 200 mil propriedades agropecuárias pelo Estado. O IBGE levantará dados como tamanho da propriedade, atividade econômica, maquinário utilizado, entre outros, para gerar informações precisas sobre o setor em Santa Catarina.

O chefe do IBGE em Santa Catarina, Alceu José Vanzella, disse que esta será uma oportunidade de atualizar os dados e ter certeza das reais condições do campo e do produtor. O Censo está na 10ª edição; a última foi realizada em 2006.

Segundo ele, mesmo com um território pequeno, Santa Catarina se destaca na produção agropecuária, e os dados coletados pelo IBGE vão auxiliar na tomada de decisão relativas ao setor, tanto pela iniciativa privada, quanto pelo setor público.


Vanzella: IBGE terá dados preliminares em fevereiro

O diretor executivo do IBGE nacional, Fernando Abrantes, vai além. Ele diz que a coleta de informação a partir dos produtores rurais serve como experiência de cidadania, e que as informações coletadas pelo Instituto servem à sociedade.

A pesquisa será nacional. No país inteiro, serão mais de 26 mil pessoas mobilizadas para alcançar 5 milhões de estabelecimentos. Uma das principais dificuldades foi quanto ao corte de verba imposto pelo governo federal. O orçamento do Censo é de R$ 770 milhões.

A pesquisa

A pesquisa com o produtor rural leva cerca de uma hora. O sistema é todo informatizado e feito através de smartphones. 


Uniformes padrão vão facilitar a identificação de recenseadores. Foto: Murici Balbinot


Smartphones utilizados pelos pesquisadores vão transmitir informação 
quase que instantaneamente, e também ajudar na localização das propriedades

Os entrevistados

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Predrozo, disse que os dados são importantes já que vão auxiliar o setor a "continuar naquele rumo ou corrigir suas atividades" e lamentou a defasagem dos dados anteriores.


Pedrozo: Dados vão auxiliar no desenvolvimento. Foto: Murici Balbinot

Segundo ele, a Federação vai trabalhar no sentido de divulgar a pesquisa e informar os catarinenses sobre a importância desta coleta de dados. "Nós temos alguns problemas em Santa Catarina que ficarão mais visíveis e que vão nos ajudar a não amordaçar o desenvolvimento".