PIX, o novo recurso do Banco Central

A Busca pelo Banco Central em estimular a economia com aumento da concorrência dos bancários

Por Everton Schreiner 25/09/2020 - 08:09 hs

Em 16 de novembro de 2020 um novo recurso para pagamentos estará disponível, o PIX. A plataforma foi anunciada pelo Banco Central em fevereiro de 2020, a nova plataforma de pagamentos que será oferecida conta com a proposta de ter funcionalidades rápidas e baratas, tanto para pagamento quanto para transferência. O PIX foi desenvolvido pelo Banco Central e será disponibilizado pelos bancos de forma obrigatória para as instituições que tiverem um número de contas ativas superior à quinhentas mil, as instituições com contas ativas inferior á esse número serão facultativas a disponibilizar o recurso. A plataforma de pagamentos e transferência será totalmente gratuita apenas para as pessoas físicas, pessoas jurídicas podem sofrer tarifas por parte da instituição pertencente. A média de valor gasto por TED no Brasil segundo o Banco Central é de R$18,53 e DOC de R$17,28, esses valores correspondem à forma de transferência eletrônica, já transferências de meio pessoal os valores respectivos são de R$24,50 para TED e R$25,00 para DOC. Além da gratuidade de transferências e pagamentos para pessoas físicas o PIX irá funcionar 24 horas por dia, sete dias por semana, não tendo limite diário em seu uso. A plataforma também promete que pagamentos e transferências sejam executadas de forma instantânea. Para o segundo semestre de 2021 está previsto o saque de valores em comércio através do PIX, nesse caso o saque será realizado pelo aplicativo para a loja em questão, e o lojista entregará o valor em espécie. Importante ressaltar que o novo modo de pagamento que será oferecido, necessitará de um cadastro realizado a partir do dia 5 de outubro, esse cadastro irá servir para realizar os pagamentos de forma mais rápida. Caso o cadastro não seja realizado o usuário terá que informar todos os campos que são necessários em uma transferência.

A nova plataforma desenvolvida pelo Banco Central espera aumentar a eficiência e agilidade no varejo brasileiro além de buscar gerar mais competitividade entre os bancos físicos e digitais que já vinham sofrendo fortes impactos com a concorrência, dessa maneira as propostas, produtos e taxas para a fidelização dos bancos para com seus clientes tendem a aumentar. O Banco Central também espera reduzir as movimentações com cédulas em circulação e com isso reduzir os riscos de falsificação e custos de impressão de notas.

Uma pesquisa realizada pelo Guiabolso mostrou que 150 mil contas gastaram com taxa de transferência no período de um ano o valor correspondente à 3,3 milhões de reais. Com a nova plataforma esse valor irá retornar para o bolso da população, aumentando assim seu poder de compra e estimulando a economia.