Maus tratos aos animais causam mais mal a mim ou a ele?

Quem pratica violência a um animal está mais propenso a cometer crimes de violência contra pessoas, tendo como origem uma infância traumática, de agressividade

Por Ana Piercing 04/08/2017 - 17:15 hs
Maus tratos aos animais causam mais mal a mim ou a ele?
Ensine desde cedo que animais também sentem frio, fome, sede e precisam de carinho como todos nós

Toda forma de maus tratos é revoltante. Existem dois tipos de crueldade ao animal: a ativa e a passiva.

 

De um lado há a intensão ativa, isto é, a consciência de machucar causando dor e sofrimento imediato.

 

A outra intenção é a passiva. A morte lenta, o sofrimento do dia a dia, no qual o cão passa fome, fica amarrado em cordas, arames e correntes de somente 30 centímetros.

 

Quase nunca vê uma água no pote, não tem um abrigo quente que o proteja do tempo, não é acudido quando fica doente e ali permanece até a sua morte.

 

Esta morte, provocada pela intenção passiva, é o maior índice de maus tratos recebidos por ONGs e protetores de animais independentes.

 

O sofrimento do animal é prolongado e todos preferem se cegar. Também se agrega a esta categoria os animais utilizados em rituais, rinhas, shows, para a produção de filhotes com fins comerciais, na indústria alimentícia, cosméticos e moda.

 

É inaceitável que animais morram vítimas de maus tratos, pois a vida deles está entregue a um ser humano que decidiu simplesmente descontar suas frustrações e raiva em alguém indefeso que nunca conseguirá pedir ajuda a alguém.

 

A sociedade não pode apoiar e nem ser conivente com tal maldade. A omissão também tem culpa nesta dor.

 

Em Joinville existe a lei 360, de 2011, que defende a causa animal e assegura suas denúncias.

 

Ao se deparar com um caso, denuncie no 156 ou neste site.

 

Tire fotos, filme, faça um boletim de ocorrência na delegacia. Publique textos nas redes sócias pedindo ajuda. Faça tudo o que estiver ao seu alcance para salvar esta vida.

 

Não é cruzando os braços que vamos acabar com o sofrimento dos animais. Todos podemos fazer a diferença. O exemplo tem de partir de cada um de nós.

 

A responsabilidade também é daqueles que se negam, por medo ou por não querer se incomodar.

 

Violência gera violência


Quem pratica violência a um animal está mais propenso a cometer crimes de violência contra pessoas, tendo como origem uma infância traumática, de agressividade.

 

Assim, este transtorno de comportamento torna-se repetitivo ao longo de sua vida, ignorando o direito do próximo e descontando as frustrações e ira em um ser frágil.

 

Muitos fazem para impressionar outras pessoas, por diversão, para alimentar a sua própria agressividade, para melhorar seu humor, por ter tido uma infância também violenta, fobia, satisfação sexual, aliviar aborrecimentos entre outras razões.

 

Pesquisas mostram que 80% dos animais domésticos que sofrem maus tratos têm um tutor que enfrentou abusos físicos e negligência em casa.

 

Ou seja, a violência vivida fica como uma lição a ser reproduzida.

 

Por isso, ensine ao seu filho a ter amor ao próximo, seja ele quem for. Ensine desde cedo que animais também sentem frio, fome, sede e precisam de carinho como todos nós.

 

Ao ver seu filho estendendo a mão para acariciar um animal de rua, tenha a certeza que uma semente muito boa foi plantada por você no coração dele.

 

A semente de que ele não será mais um a passar despercebido por quem necessita. E isso vale tanto para animais quanto para pessoas. É preciso aprender a enxergar a vida com igualdade.

 

Adote um animal de estimação. Existe muitas feiras mensais em Joinville, feitas por ONGs e protetores independentes.

 

É um trabalho voluntário que estas pessoas realizam, dedicando tempo para resgatar um animal debilitado, que está na rua por motivo de abandono.

 

Esse animal é tratado em clínica, castrado, vacinado e entregue para adoção quando já está saudável novamente. Tudo isso é realizando com doações da própria sociedade.

 

Muitos desses animais carregam nos olhos a tristeza do sofrimento vivido e a dor da saudade, por isso sempre estão dispostos a dar seu coração a uma nova família.

 

A ONG Patudos da Rua, por exemplo, sustenta mais de 80 animais resgatados.

 

Aceitamos doações de ração, cobertas, medicamentos e dinheiro, que podem ser entregues na rua Visconde de Taunay, 136, em frente ao Paiol Choperia.