Bilhões eleitorais

Bilhões eleitorais

Fundo eleitoral já tem 1,716 bilhões reservados para a campanha deste ano

Por Prisco Paraiso 14/02/2018 - 17:23 hs

Enquanto parte considerável do eleitorado se distraía com o Carnaval, vazou a notícia de que os juízes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizaram os políticos a gastarem, este ano, R$ 888,7 milhões. Dinheiro do tal Fundo Partidário que, na prática, será usado nas campanhas eleitorais. A verba, pública em sua maioria, é administrada, praticamente sem controle, pelos donos dos partidos no Brasil e nos Estados.

A estes tantos milhões soma-se a outro fundo, o eleitoral, aprovado o ano passado e que já tem R$ 1,716 bilhão reservados para a farra, ops, a campanha deste ano. No total, suas excelências, somente no caixa zero, da verba pública oficial, vão torrar R$ 2,5 bilhões no pleito de 2018.

Paralelamente, a Justiça Eleitoral também autorizou que os candidatos podem financiar as próprias campanhas. Medida que favorece, obviamente, os mais ricos que, não raras vezes, enriqueceram fazendo política! E segue o baile.

Atendimento

Em pouco mais de 10 anos, a Fundação Aury Bodanese, mantida pela Cooper Central Aurora, de Chapecó, já atendeu 1.240.502 pessoas, envolvendo a comunidade em ações socioambientais. Trabalho sério que merece o aplauso da coluna.

Precatórios

Mesmo licenciado da prefeitura de Criciúma, Clésio Salvaro mandou para a Câmara de Vereadores um projeto de Lei que visa facilitar a negociação de dívidas de precatórios. Segundo o Tribunal de Justiça, a dívida é de aproximadamente R$ 65 milhões.

Sem aumento

Depois de ouvir apelos de varejistas catarinenses e do deputado Milton Hobus (PSD),  Raimundo Colombo (PSD) entendeu que o decreto que previa aumento na carga tributária para produtos de perfumaria, cosméticos e medicamentos, geraria prejuízo aos pequenos estabelecimentos comerciais deste segmento no Estado.

Simples afetado

De acordo com um levantamento, cerca de 20 mil empresas, incluídas no Simples Nacional, seriam afetadas no Estado. Conforme representantes de distribuidoras dos produtos, além de impossibilitar a concorrência com grandes redes, haveria desemprego e fechamento de empresas catarinenses. Hobus atuou politicamente junto ao setor, às entidades e fez a parte política junto ao governador e ao secretário da Fazenda. A revogação do decreto estava prevista para ontem, 14.

Abriu vaga

A prisão do deputado João Rodrigues não está mexendo apenas no tabuleiro das composições majoritárias em Santa Catarina. Correligionários dele no Oeste, muitos ainda indignados e lamentando a detenção, já estão avaliando qual seria o nome para ocupar o espaço do ainda parlamentar federal. Principalmente porque o tempo está correndo contra os interesses do PSD. Dentro do partido, um dos lembrados é o presidente do Badesc, José Caramori.

Dilema

Ainda sem saber se terá um cabeça de chapa no Estado para ser competitivo ou apenas para dar palanque ao candidato a presidente, o PT do Oeste vive outro dilema. Cláudio Vignatti, que já foi deputado federal, quer voltar à vida de mandatário. Só que no espaço dele, está Pedro Uczai, que já anunciou que disputará a reeleição. Mesma situação de Luciane Carminatti, deputada estadual dos petistas de Chapecó.

De saída

Ramon Jacob, vice-prefeito de Camboriú, está saindo do PP. Deve se filiar ao PSB e candidatar-se a deputado federal.