Intervenção no lugar da Reforma

Intervenção do Rio de Janeiro deve envolver não apenas a segurança pública, mas diversos outros interesses

Por Prisco Paraiso 20/02/2018 - 17:11 hs

Há muitos interesses, que não apenas a Segurança Pública, na intervenção federal decretada para o Rio de Janeiro. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), é carioca e está se articulando para tentar voos mais altos, possivelmente já nestas eleições.

Michel Temer, embora tenha batido no piso no ranking histórico de aprovações presidenciais, apresentou leves sinais de melhora recentemente e também pode se engraçar. Uma das alavancas para o presidente entrar no jogo da própria sucessão seria justamente a presença do Exército no comando das forças de segurança no Estado fluminense.

Uma cartada arriscada, mas que pode trazer dividendos se obtiver êxito em algum aspecto. Até porque, no Rio instalou-se o caos absoluto. Contexto que favorece o brilho a qualquer avanço, por menor que seja.

Na outra ponta, uma vez aprovada pelo Congresso, a intervenção federal impede qualquer mudança constitucional. Ou seja, leva ao freezer a Reforma da Previdência, evitando, assim, uma derrota que se pré-anuncia acachapante para o Planalto! De quebra, ainda tira o discurso panfletário da “esquerda”.

Tudo japonês

Não é loucura projetar que Temer, se melhorar uns dois ou três pontos na  avaliação pessoal e administrativa, pode se ensaiar e tentar a reeleição. Com Lula da Silva fora do páreo, sobraria hoje Jair Bolsonaro, que não sai da casa dos 20%, mas mesmo assim com potencial de ir ao segundo turno. Ou seja, como se diz no jargão político, “está tudo japonês (igual)” na disputa ao Planalto.

Vitamina

Com Luciano Huck definitivamente fora do processo, conforme anunciado por ele, o PSDB terá que ir de Geraldo Alckmin, que ainda não saiu dos 8% nas pesquisas. O tucano não empolga. É um cenário que pode animar o MDB, maior partido do país, ainda mais com um candidato pilotando a gigantesca máquina federal. A conferir!

Lorota

Deve ser brincadeira o presidente da República, depois de decretar a intervenção federal, declarar que poderia suspender o ato uns dois, três dias, para votar a Reforma da Previdência. Nem Temer acredita mais em votação das mudanças previdenciárias neste ano santo e eleitoral de 2018. 

Foco fazendário

À frente da pasta que faz a engrenagem financeira do Estado funcionar, o auditor fiscal Paulo Eli, toma posse, nesta terça-feira, no cargo de secretário de Estado da Fazenda. Ele já tem um programa focado na Indústria 4.0. A ideia do novo secretário é estimular as empresas a investir em Inovação, novos produtos e geração de valor.

FRASE

“Vamos dar apoio à manufatura do conhecimento, por meio do uso intensivo de tecnologia e inteligência artificial. É necessário ter escala de produção para abastecer grandes regiões do mundo”. Paulo Eli, auditor fiscal.

Cliques

Eduardo Pinho Moreira “gastou” sua imagem na sexta-feira. Foram tantas fotos e selfies que só em sua página no facebook, sua assessoria postou quase 500 imagens.

Grupo

Pouco antes da posse de Eduardo Moreira como governador do Estado, uma comitiva  de Joinville se reuniu em Florianópolis.  Sob a liderança do prefeito Udo Döhler, estavam os cinco vereadores eleitos pelo PMDB (um deles, Roque Mattei, hoje licenciado), o suplente de vereador e hoje no cargo, Mauricinho Soares.