Cultura organizacional

Crenças, valores e cultura influenciam no comportamento da sociedade e como ela se organiza, até mesmo dentro de uma empresa

Por Cris Nogueira 21/02/2018 - 15:59 hs
Cultura organizacional
Joinville é uma cidade industrial e tende a ter uma cultura organizacional

 

Caso alguém lhe pergunte: O que é cultura? Qual seria sua resposta?

Você está correto se disser que cultura é o conjunto de crenças, hábitos, tradições, costumes, moral e leis que regem uma sociedade. Mas e se alguém lhe perguntar: Os hábitos, costumes e tradições não são diferentes, dependendo da Região? Com Certeza!

A cultura regional influencia diretamente nas pessoas que nela vivem, então está certo dizer que um joinvilense recebeu uma influência diferente do que um baiano ou de um gaúcho. É fato! Somos um país com 8.514.876 km², contendo nele 26 estados e um Distrito Federal, isso significa que não temos como evitar, num território do tamanho do Brasil, uma enorme diversidade cultural, oriunda das colonizações, do clima, das restrições ou abundâncias da região, etc.

Mas quando lhe perguntarem: O que é cultura organizacional? Poderíamos usar um pouco do conteúdo dos primeiros parágrafos para responder? A resposta é Sim.

A cultura organizacional está diretamente ligada ao perfil cultural da região e da gestão da organização. Quando a empresa é familiar, por exemplo, o perfil da empresa é a influência da cultura regional, somada às crenças e valores do dono.

Além da questão cultural, a missão da organização também impacta na maneira de agir de seu “corpo funcional”. Ao longo da vida profissional, ouvimos várias vezes as seguintes frases: “Eu me achei nessa empresa”, ou, “não me adaptei ao perfil da empresa”.

Não há problema nas inúmeras variáreis que impactam a cultura organizacional de uma determinada empresa, ou na necessidade de mudança no perfil da mesma. Na verdade, a  transição tecnológica e de gestão, perante um mercado em constante alteração, faz com que a mudança e a adaptabilidade sejam uma necessidade.

Uma empresa é formada de valores, missão, visão, regras de conduta, processos e  pessoas. Temos que cuidar de tudo isso, mas priorizando aqueles que fazem a roda girar.

Não há como “fazer omeletes sem quebrar ovos”, mas se é para “quebrá-los”, que seja com cuidado e respeito. A falta de estratégia comportamental durante uma transição é como o desperdício de munição ou como a falta de visão e de cooperação na condução de uma equipe. Tem que se ter cuidado para não colocar as pessoas e, conseqüentemente, a empresa em risco. 

A questão não é "se", mas quando a mudança ocorrerá e devemos cuidar não somente com o que mudará, mas como se fará a mudança.

O homem não respeitou a natureza e a lei do retorno, que é cíclica e inevitável, tem nos mostrado suas conseqüências em todo o mundo.

Não respeitar o ser humano também é uma ação, que gera uma reação, para aqueles que percebem esse movimento, ainda há uma possibilidade de evolução, mas para aqueles que não percebem, fica a dica: "a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória", a propósito, também estamos assistindo às conseqüências disso em todos os lugares.