Parabéns, guerreiras!

Nenhuma mulher nasce guerreira, ela se torna uma!

Por Cris Nogueira 08/03/2018 - 11:01 hs

O que faz qualquer ser humano se tornar mais forte, na maioria das vezes, são as situações difíceis pelas quais ele passa.

Será que as mulheres passaram ou passam por situações difíceis?!

Vejamos alguns dados…

    Em 1857, centenas de operárias morreram queimadas por policiais em uma fábrica têxtil de Nova York (EUA). Elas reivindicavam a redução da jornada de trabalho e o direito à licença-maternidade. Em homenagem às vítimas, no ano de 1911, foi instituída a comemoração de 8 de março, o Dia Internacional da Mulher, que comemoramos até hoje;

    Todos os anos, três milhões de meninas sofrem mutilação genital no mundo;

    No Brasil, a taxa de feminicídios é de 4,8 para 100 mil mulheres – a quinta maior no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS);

    Violência contra as mulheres – os agressores, muitas vezes, são pessoas pelas quais as mulheres possuem afeto. Segundo pesquisa do FBSP, 61% das mulheres entrevistadas disseram conhecer o agressor e 41% foram agredidas em casa;

    As disparidades salariais entre gêneros persistem como um obstáculo para o empoderamento econômico das mulheres e a superação da pobreza e a desigualdade na América Latina, advertiu nesta terça-feira a Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina e o Caribe (CEPAL), a respeito do Dia Internacional da Mulher.

Procurei algumas informações que mostrassem um pequeno fragmento de todas as mazelas culturais, dentro de uma sociedade patriarcal e consequentemente machista, na qual as mulheres foram criadas, durante décadas. Muitas de nós, em outrora, acreditavam que esse perfil machista era o certo, até porque a cultura está inserida na sociedade onde as famílias foram criadas; quem criou os homens dentro desse modelo, foram suas mães. No passado, quando os homens perdiam suas esposas, durante o parto, por exemplo, entregavam a criação de seus filhos para outras mulheres.

Amém! O “ciclo” foi quebrado!

Para que um hábito seja alterado é necessário que uma postura diferenciada se inicie, seja na união entre as partes prejudicadas, seja da consciência e da empatia daqueles que pensavam de forma equivocada, seja na autoestima resgatada, no espaço social e profissional que conquistamos. Depois de séculos de diferenças, soubemos construir e nos fazer respeitar, através de nosso talento, nosso trabalho, nossa dedicação, nossa competência e de nossa humanidade. Conquistamos e soubemos aproveitar as oportunidades e viramos tendência quando o perfil do mercado se tornou um perfil feminino, ou seja, multifuncional.

O mérito das conquistas, nas últimas décadas, foi somente das mulheres? Não! Queremos manter um ciclo de igualdade em todas as áreas, então temos que ser diferentes do perfil machista do passado, temos que valorizar nosso companheiro, nosso amigo, nosso parceiro de trabalho, que divide e compartilha as dificuldades e sucessos profissionais, a criação dos filhos, a louça da pia, a roupa no varal, a panela no fogão, a paciência e tolerância na TPM, os dias de choro, que cuida das crianças para que possamos estudar, dando-nos suporte e incentivo para nos desenvolvermos. Sei que muitas mulheres vão pensar: “Eu não tenho um parceiro desses!” Eu vou lhes dizer: Vocês merecem um parceiro com este perfil!

Parabéns a todos os HOMENS, que aprenderam a desenvolver um olhar de empatia, de amor, de união, harmonia, num maravilhoso trabalho de equipe.

Ninguém vive sozinha ou sozinho, precisamos uns dos outros, para mudar as desigualdades e assim mudar o mundo!

Parabéns a todas e a todos por mais um dia focado na Igualdade!