Precisamos acelerar, investir e qualificar para educar!

Precisamos acelerar, investir e qualificar para educar!

Educar

Por Cris Nogueira 07/08/2018 - 10:29 hs

Desenvolver a independência de nossos alunos, aliada a um olhar sobre o coletivo, é tentar oferecer ferramentas que gerem autoconfiança, humildade e estratégia comportamental, capazes de fazer com que cada indivíduo consiga conviver e sobreviver no mercado de trabalho.

 Oferecer dentro das disciplinas a possibilidade do uso de ferramentas que propiciem a interação e, com ela, o aprendizado, o exercício das capacidades individuais e coletivas, seria o ideal, principalmente se houver a parceria da interdisciplinaridade, ou seja, a união com outras disciplinas, tendo o mesmo objetivo e possibilitando ao aluno um olhar da utilidade de tudo aquilo que precisa aprender e de que ainda não tem a vivência.

 A busca de novos métodos − na maioria práticos − que façam o aluno vivenciar os conceitos oferecidos em sala, contextualizados pelo viés comportamental e ético, mostrando as diversas consequências de suas ações, desencadeia a reflexão, a crítica e a transformação dentro de um olhar andragógico, ultrapassando os limites apenas técnicos e gerando uma melhoria contínua no aprendizado desse aluno.

 Diante do cenário atual, podemos perceber uma dicotomia social, econômica e educacional, onde encontramos a variável tecnológica influenciando a sociedade, o mercado e a Educação numa velocidade que não consegue ser acompanhada pelas Instituições educacionais.

 Na questão da Educação, há uma necessidade de pensar novos métodos e ferramentas para atrair e fixar o estudante em sala de aula, principalmente quando recursos tecnológicos ainda não “chegaram” até eles (via Escola). E, antes que cheguem, é necessário pensar em como utilizá-los. Afinal, não adianta ter um celular, um tablet, um kit de robótica, se o professor não for capaz de um olhar pedagógico no momento de fazer uso deles. Não podemos apenas substituir o quadro verde pelo quadro branco e o giz pelo “canetão”, quando temos alunos com ferramentas tecnológicas de ponta, como é o caso de muitos celulares. Necessitamos de um forte investimento, principalmente no setor público, onde está o maior número de alunos , onde os orçamentos destinados a esse segmento e os morosos processos licitatórios evidenciam o gap existente.

Essa questão não influencia apenas no acesso tecnológico, mas o interesse do aluno a aprender. Gostemos ou não, temos que tornar a Educação algo atraente aos olhos do aluno e ,para tanto, temos que estudar, não apenas novos métodos e didática, mas o perfil das gerações, suas diferenças, dificuldades e necessidades diante da realidade.

 

Nossa “lição de casa” = planejamento, investimento, conhecimento, didática e qualificação, para termos Educação.

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