#NósSim

Discutir não significa brigar, devemos rever nossas questões e estimular empatia diante de diferentes cenários

Por Cris Nogueira 18/09/2018 - 08:55 hs
Sempre ouvi dizer, desde criança, que futebol, política e religião não se discute. Não é fácil exercitar esse conselho, nem para mim, nem para você, mas acredito que tal afirmação tenha sido feita levando em consideração que, para muitos, discutir significa brigar. 

As redes sociais estão virando um campo de batalha, amizades sendo desfeitas, conhecidos e familiares se ofendendo, um show de agressividade, passionalidade e desrespeito à opinião alheia.

A pretensão de achar que  existe uma razão, um ponto de vista, é, definitivamente, um exercício de arrogância e não tem relação com o processo democrático. 

Seria como odiar ou ofender alguém por ser evangélico, católico, luterano, umbandista ou até mesmo por torcer pelo Flamengo, Vasco, JEC ou qualquer outro time.

Seria bom que pudéssemos refletir sobre algumas questões que estimulassem nossa empatia diante de diferentes cenários.

A rede de corrupção instaurada e exposta em todos os patamares da política nacional, contaminando os três poderes, gerou uma descrença e uma desesperança generalizada. Esse mecanismo é um ciclo que alimenta o poder, financiando campanhas, elegendo candidatos, gerando favores e propinas para manter o mesmo poder em diferentes "mãos".

Temos um sistema de representatividade, sendo assim, quem me representa fala por mim, vota por mim e, se eu não fiscalizar, errará por mim.

Deveríamos escolher com mais atenção nossos deputados e senadores. É no Congresso Nacional e nas Assembléias Estaduais que as leis são votadas, é lá que a renovação começa.

Discurso é o que não falta, é um tal de ficha limpa, cara limpa, mão limpa e o que vemos de fato, é a sujeira da incoerência. O marketing valendo mais do que a verdade, o sorriso falso frente às câmeras e a cara feia nos corredores.

Corrupção não é só roubar, ou aceitar propina, é também ter pesos e medidas diferentes para o que lhe convém. 

Temos que nos informar, analisar as propostas, conhecer as trajetórias antes de emprestar o nosso voto. 

"O mundo não é dos espertos. É das pessoas honestas e verdadeiras. A esperteza, um dia é descoberta e vira vergonha. A honestidade se transforma em exemplo para as gerações do futuro. Uma corrompe a vida, e a outra enobrece a alma", Chico Xavier.