Manutenção é tudo

Há o tempo de semear, há o tempo de colher, mas no meio disso, há o tempo de manter

Por Cris Nogueira 19/02/2019 - 10:38 hs

Na plantação, há o tempo de semear, há o tempo de colher, mas no meio disso, há o tempo de MANTER.

Em todas as áreas da nossa vida, aplica-se a metáfora de semear, de manter e de colher:

Para a maioria das coisas materiais, como a compra de uma casa, de um carro, ou computador, há o momento da aquisição e , eventualmente, o da venda. No intervalo entre eles, temos que efetuar a melhoria, conserto, minimizando  a depreciação.

Muito do que somos aprendemos com a orientação ou com o exemplo das pessoas  inseridas nos ambientes em que vivemos. Somos direcionados a iniciar muitas ações, alertados sobre o risco de cada uma delas, mas difícil encontrar quem nos ensine a treinar a espera, a fazer a manutenção. Normalmente aprendemos sozinhos, treinando e nos lapidando mediante o exercício da paciência, perseverança, melhorando a percepção, gerando experiência, adaptação  e maturidade.

Encontramos um amor, apostamos na relação e independente de formalizarmos a união, precisamos investir no dia-a-dia, para que a rotina não coloque tudo a perder. Esse investimento envolve as mesmas ferramentas que precisamos para nos lapidar.

Nossa saúde precisa de manutenção diária, que está relacionada a nossa sobrevivência, as nossas necessidades básicas e ao nosso equilíbrio emocional; tudo está sob nossa responsabilidade.

Analisando os itens acima, podemos refletir no sacerdócio que é viver.

Já imaginou o que é a gestão de uma cidade? É uma conta que não fecha! Uma empresa que não gera lucro, ter que proporcionar segurança, educação, saúde; definitivamente são segmentos em que a manutenção atinge um nível estratosférico e com ele a responsabilidade sobre a vida de milhares de famílias. 

Quando trabalhamos com a vida dos outros, nosso senso de emergência, nosso estresse, nossa humanidade, nossa capacidade de adaptação e de superação se multiplica, aumentando nossa insistência, que nos transforma em verdadeiros guerreiros em prol do bem comum, da comunidade e da qualidade de vida coletiva. Dentro desse viés, podemos elencar um rol de pessoas que possuem esse perfil, mas eu gostaria de citar  Tânia Eberhardt, que tem no seu DNA a missão de acolher, de somar, de compartilhar, enfim, de servir , dentro e fora de Joinville, como mostra sua caminhada ao longo de tantos anos. Torço para que muitos perfis como esse se mantenham em nossa sociedade, ávidos por melhorias, e principalmente pela MANUTENÇÃO de nossa saúde, de nossa segurança, de nossa educação, de nossa dignidade, estimulando a empatia mediante a coletividade.

 

MANUTENÇÃO É VIDA!