Articulação conjunta

Moisés da Silva e outros governadores do Sul, conversam com o ministro Paulo Guedes sobre Reforma da Previdência

Por Prisco Paraiso 28/03/2019 - 10:27 hs

Moisés da Silva, os outros governadores do Sul, Eduardo Leite (RS) e Ratinho Junior (PR), mais a ex-senadora Ana Amélia Lemos, atual secretária extraordinária de Relações Federativas e Internacionais do governo do Rio Grande do Sul, tiveram um encontro reservado em Brasília.

Os mandatários estaduais foram à capital federal nesta semana. De pires na mão, para variar. Conversaram com o ministro Paulo Guedes (Economia) sobre a Reforma da Previdência e o socorro da União aos Estados, ajuda que passa pela renegociação das dívidas estaduais. Guedes sinalizou, ainda, com a possibilidade de R$ 10 bilhões em antecipações de receitas aos Estados e outras medidas que podem ser encaminhadas ao Congresso Nacional em até 60 dias. 

Por pressão dos governadores, o pacote de ajuste fiscal deve sair logo do forno. Em outra frente, o ministro falou sobre a cessão onerosa de 70% do pré-sal às unidades federadas. Foi uma conversa que acabou agradando os governadores, inclusive o de SC.


Enxugamento

As contrapartidas dos Estados, exigidas pela União, serão enxugamento da máquina, adequação ao novo momento com correção de distorções fiscais. Em Santa Catarina, o governador já praticou o gesto, encaminhando o pacote da reforma administrativa, com extinção de 2 mil cargos e funções gratificadas e a extinção de secretarias, à Alesc.


Experiência parlamentar

Do encontro dos governadores do Sul e Ana Amélia, que foi fechado, pouca coisa vazou. Mas certamente os quatro fizeram projeções sobre as expectativas em torno da aprovação da Nova Previdência, as tramitações de matérias importantes no Congresso Nacional e o clima de beligerância entre o Congresso e o Planalto neste final de março. Depreende-se que a pauta foi nesta direção até pela experiência parlamentar de Ana Amélia Lemos.


Digitais

A notícia é alvissareira para os 11 municípios da região da Amfri, notadamente Balneário Camboriú, administrada por Fabrício Oliveira. O Banco Mundial acaba de confirmar que está liberando R$ 1,5 milhão para projeto de mobilidade na região a partir da famosa cidade turística. Esta história, que está se concretizando agora, começou em 2015, quando Raimundo Colombo assumiu para o seu segundo mandato de governador.


Inovação regional

Na primeira gestão de Colombo, Paulo Bornhausen era o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado. Reeleito, o governador convidou Bornhausen para permanecer no cargo. Ele declinou, mas pediu apoio a um projeto de inovação e empoderamento regional. Nascia ali o InovAmfri. 


Percentual

Colombo repassou R$ 8 milhões aos 11 municípios da Foz do Rio Itajaí, verba destinada ao desenvolvimento de projetos e treinamento de pessoal. Deste montante, 10% ou R$ 800 mil, foram destinados a Balneário Camboriú. Investimento que já começa a dar retorno, com o anúncio de liberação de R$ 1,5 milhão para projeto de mobilidade na região. Parte do valor estará disponível ainda este ano. O prazo para implantação do sistema de mobilidade é 2022.


Umbilical

Vale lembrar que Fabrício Oliveira, assim como o prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt, era filiado ao PSB de Paulo Bornhausen. Os dois saíram do partido, mas continuam politicamente ligados ao ex-deputado.