Menos Brasília

Um dos bordões utilizados na campanha eleitoral de Bolsonaro traz alusão à descentralização de recursos

Por Prisco Paraiso 11/04/2019 - 11:27 hs

Um dos bordões mais usados na campanha eleitoral vitoriosa de Jair Bolsonaro foi “Menos Brasília, Mais Brasil.” Uma alusão direta à descentralização, sobretudo de recursos, hoje absolutamente concentrados em Brasília.


A julgar pelos discursos de ministros como Luiz Mandetta, da Saúde, e Paulo Guedes (Economia) durante os eventos da Marcha dos Prefeitos 2019, haverá sim mais recursos aos municípios. O próprio Bolsonaro, que também marcou presença no evento, discursou nesta direção.


Guedes afirmou que a intenção do governo é descentralizar o dinheiro, limitar o poder da União e distribuir as atribuições entre os Estados e os Municípios. Na outra ponta, o titular da Economia reforçou a importância das reformas estruturantes, como a Nova Previdência, a Reforma Tributária, a Regulamentação do pacto federativo e as privatizações.


Um recado claro aos prefeitos e aos governadores, também reunidos na Capital Federal e da mesma maneira tentados pela oferta descentralizadora. O Planalto pretende ser parceiro e distribuir melhor os tributos arrecadados, mas para isso precisa de apoio para as mudanças necessárias. A conferir se os mandatários vão pressionar seus deputados e senadores a votarem favoravelmente aos projetos que formam a espinha dorsal do governo Bolsonaro.


FRASE

“Essa reforma tem um primeiro grande objetivo de garantir o pagamento das aposentadorias atuais e garantir os salários” Paulo Guedes, ministro da Economia, sobre a importância da Nova Previdência


Troca de comando

Deputada federal Carmen Zanotto encerrou seu ciclo na coordenação do Fórum Parlamentar Catarinense, que reúne os 16 deputados federais e os três senadores.

Quem assumiu ontem foi Rogério Peninha Mendonça, igualmente atuante e muito experiente.


Quem te viu

João Paulo Kleinübing, além de levar o sobrenome do pai, ex-governador e ex-senador, foi presidente da Eletrosul, maior estatal federal do Sul, secretário de Estado da Saúde, deputado estadual, deputado federal e duas vezes prefeito de Blumenau, a terceira maior cidade do Estado. Em 2018, ele apresentou-se como pré-candidato a governador e concorreu de vice na chapa de Gelson Merisio.


Quem te vê

Além desse histórico, hoje preside o DEM catarinense, um partido que está renascendo das cinzas. Diante desse currículo, fica difícil de acreditar que JPK tenha aceitado um cargo no gabinete do senador Esperidião Amin. Na prática, Kleinübing virou funcionário do ex-governador. E se não bastasse essa condição, eles são de partidos diferentes. Amin segue sendo o grande líder do PP catarinense e JPK permanece na proa do DEM. Realmente difícil de entender essa engenharia a não ser interpretando o emprego de JPK como um possível começo do fim de sua carreira política.


Posicionamento

Deputado estadual João Amin vem chamando atenção por ser um dos únicos parlamentares a criticarem mais duramente o atual governo do Estado e o próprio Moisés da Silva, que ainda não tem oposição sistemática na Alesc.


Aeroporto de Chapecó

Prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, volta de Brasília com boas notícias na bagagem. Durante reunião do Fórum Parlamentar Catarinense com a Agência Nacional de Aviação Civil, foram assegurados recursos de R$ 10,6 milhões que serão aplicados nas obras de ampliação do atual terminal de passageiros do Aeroporto de Chapecó. Buligon também foi informado que o terminal será concedido à iniciativa privada.