Napoleão, a filiação e as eleições

Ex-prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes, assinará ficha no PSD em 6 de agosto

Por Prisco Paraiso 25/07/2019 - 10:34 hs

Ex-prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes, assinará ficha no PSD em 6 de agosto durante grande ato no Restaurante Lindacap, em Florianópolis. As principais lideranças do partido, de todas as regiões do estado, vão prestigiar a chegada oficial do ex-tucano às hostes pessedistas.

A coluna já havia adiantado a decisão do jovem líder, de migrar ao PSD, no dia 11 de julho. Veja no https://www.blogdoprisco.com.br/napoleao-no-psd/. Só faltava a data. Os detalhes foram definidos em reunião na capital paulista, segunda-feira.


Presentes, além de Napoleão e o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, os deputados Milton Hobus, que pilota estadualmente a legenda; e Júlio Garcia, presidente da Assembleia Legislativa. Os ex-governadores Raimundo Colombo e Jorge Konder Bornhausen também participaram.


Curiosamente, JKB não é filiado ao partido, mas ainda milita com muita força. Até pela estreitíssima relação pessoal que mantém com Kassab. A presença dele traduz claramente que o ex-governador teve papel preponderante no processo de desembarque de Gelson Merisio da nau pessedista. Apesar dele ter sido candidato do PSD ao governo estadual, Bornhausen não o apoiou no primeiro turno do ano passado, votando em Mauro Mariani. No segundo round, JKB apoiou e votou em Moisés da Silva.


Estrela

Napoleão Bernardes chega ao PSD absolutamente respaldado pelas principais lideranças da sigla para ser o nome do partido na eleição estadual de 2022. Muito embora, nos bastidores, há quem diga que Raimundo Colombo vislumbre nova candidatura ao governo catarinense.


Pouco provável que obtenha êxito interno, caso ele se apresente. Se houver um segundo nome, além de Napoleão, dentro do PSD, tendo em perspectiva uma composição ali adiante, este nome estaria entre apenas duas possibilidades: Milton Hobus e Júlio Garcia; e não Raimundo Colombo.


Manutenção

Desembargador Leandro Paulsen, do TRF-4, não atendeu petição de advogados de envolvidos na Operação Chabu e manteve o inquérito em tramitação. Os causídicos pediam a suspensão dos trabalhos. Tudo lastreado na decisão, absurda, do presidente do STF, Dias Toffoli. Aquela em que o ex-advogado do PT e de Zé Dirceu disse que as investigações que se valiam de dados do Coaf – órgão de controle financeiro, e da Receita Federal, sem autorização judicial prévia, deveriam ser suspensas.


Compasso de espera

Em compasso de espera, Paulsen e outros juízes federais podem estar ganhando tempo ao manter tudo funcionando quando o assunto é o combate à corrupção. Em agosto, com o retorno do Supremo ao trabalho, a ação que originou o despacho de Dias Toffoli voltará às mãos da relatora, ministra Carmen Lúcia. Ela pode proferir outra decisão, monocrática, a exemplo do que fez o presidente da corte; ou pautar o julgamento do mérito da ação para o plenário do STF já em agosto. Até segunda ordem, o assunto virá à pauta do Supremo apenas em novembro.


Piada

Projeto de lei protocolado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina tem ganhado destaque na mídia nacional e em sites especializados em tecnologia. De autoria do deputado Marcius Machado (PL), a proposta quer proibir a instalação da tecnologia 5 G no estado. Até versões on line de importantes veículos de comunicação, como o da Carta Capital, já abordaram a questão, destacando que o projeto nasce baseado em fake news. E em argumentos falaciosos, afirmando que o 5 G tem radiação mais forte por estar em frequência mais alta, de até 3,5 GHz. Isso seria uma grande bobagem, segundo especialistas. Correligionário de Machado, o deputado Nilso Berlanda havia assinado a proposição. Mas voltou atrás, alegando que desconhecia o teor do projeto!