Alcatraz na berlinda

Por Prisco Paraiso 16/09/2019 - 17:46 hs


Expectativa para o julgamento que envolve a Operação Alcatraz numa das turmas do TRF-4, de Porto Alegre, nesta terça-feira, 17. Expectativa grande para mudança de rumo no caso. Isso porque advogados de uma das empresas investigadas pelas forças federais entrou com recurso no tribunal de segunda instância que tem sede na capital gaúcha para anular todo o processo. Desde as investigações que originaram o inquérito, a produção de provas, as prisões decretadas, tudo mesmo.

Chegou-se a esta possibilidade, mas é bom lembrar que o relator do pedido de anulação, desembargador-relator Luiz Carlos Canali, rejeitou o pedido dos defensores da referida empresa. Ele entende que a Alcatraz deve ser investigada e julgada pelas esferas federais (Ministério Público e Justiça Federal), exatamente como ocorreu. Só que outra desembargadora da turma, Cláudia Cristofani, pediu vistas.

 Suspeita-se que ela teria entendimento diverso, no sentido de que o Ministério Público e a Justiça Estadual teriam a competência sobre os fatos da Alcatraz. Um terceiro magistrado vai desempatar se o voto da juíza for mesmo nesta direção. Caso o resultado final defina pela competência estadual em relação à operação, tudo o que foi feito até aqui deve ser simplesmente anulado. Seria uma gigantesca reviravolta no rumoroso caso, que ainda mantém cinco pessoas na prisão.

 

Recursos

Moisés da Silva teve passagem marcante pelo Sul do estado no fim de semana. Sobretudo em Criciúma, para onde liberou quase R$ 40 milhões, além de outros investimentos regionais.

 

Modus operandi

Com uma diferença marcante em relação a seus antecessores no governo estado, algo muito bem pontuado pelo deputado Luiz Fernando Vampiro, do MDB. Moisés, além de fazer a agenda para ouvir as demandas, já faz a visita para liberar os recursos. E mais. Libera recursos próprios e não financiamentos bancários como antigamente, inclusive como ocorria no período em que o próprio Vampiro foi secretário de Estado da Infraestrutura.

 

Persistência

O governador também tratou de política no Sul. Ele ainda tenta convencer o deputado federal Daniel Freitas a disputar a prefeitura de Criciúma. Os dois são do PSL. Só que a parada na maior cidade sulista é indigesta. O atual prefeito, Clésio Salvaro, é tido como quase imbatível. Sua postulação a novo mandato talvez seja a candidatura à reeleição mais forte entre as principais cidades catarinenses.


Dupla

Por falar em Vampiro, ele e o colega Rodrigo Minotto (PDT), também de Criciúma, tiveram reunião específica com Moisés da Silva. Foi no sábado. Para tratar da conclusão da SC-442, que liga Cocal do Sul a Morro da Fumaça. Também presentes o presidente da Associação Comercial e Industrial de Criciúma (ACIC), Moacir Dagostin, e o empresário Edson Gaidzinski Junior, da Eliane.

 

Trecho

Para concluir o projeto, falta pavimentar 800 metros no entroncamento com a SC-108, em Cocal do Sul, e 3,2 quilômetros no Distrito de Estação Cocal, em Morro da Fumaça, fazendo a ligação com a SC-445 (Genésio Mazon).

 

Desfaçatez

Além de praticamente dobrar o dinheiro público que será usado por partidos e líderes políticos em campanhas eleitorais, os congressistas correm para aprovar uma mudança que trará brechas para facilitar novamente o caixa dois. Já nesta terça-feira, quando deve ser votado o projeto que faz alterações no chamado fundão eleitoral. Tudo isso à luz do dia, sem que ícones da moralidade e lideranças empresariais, não importa de qual orientação ideológica, movam uma palha para impedir.