Com comércios fechados joinvilenses se adaptam para manter as contas em dia

Em isolamento, mercado tenta sobreviver em tempos difíceis

Por Jacson Carvalho 19/03/2020 - 14:18 hs

Não somente pelo decreto do governo do estado, mas também pelo movimento solidário de isolamento social as empresas estão sentindo diretamente a crise que apenas se mostra estar no início.

 

Até mesmo o Ministro da Saúde, Luiz Mandetta já falou em coletiva nesta semana que ainda não estamos no pico da crise, o país está em enfrentamento para tentar barrar o avanço, porém normalizar mesmo somente pelo mesmo de setembro.

 

Tendo em vista que economistas já tem como certo um ano perdido, o mercado local precisa se adaptar para este momento.

 

Ruas sem movimentos, nada de ônibus circulando, lojas fechadas, escolas sem alunos, cenários apocalípticos, acredito que muitos nunca viram situação parecida. Já se compara como em tempos de guerra.

 

Já ouvi esta frase e quero reproduzir nesta coluna “teremos mais pessoas falidas do que falecidas”. Isso é fato, então como sobreviveremos a este momento?

 

Se depois da pandemia vai melhorar ou piorar não sabemos, podemos prever que o mundo nunca mais será como antes, será diferente.

 

Ainda lembro da crise de 2015 em pleno momento critico no Brasil, governo Dilma na beira do precipício, economistas injetando dinheiro bem longe do Brasil e empresas fechando as portas. Até aquela crise quem deixasse de pagar aluguel em uma sala super chique, bem localizada para mudar para uma sala menor para economizar era muito feio, perecia que a empresa estava já em falência. Depois da crise ninguém quis saber de aparências, só se via empresários entregando suas salas comerciais para trabalhar em casa. A garagem virou ponto comercial, escritórios gigantes com espaços ociosos deram lugar para os chamados Coworking. Muita coisa mudou.

 

Agora vimos as empresas permitindo funcionários trabalhar de casa, ruas vazias, menos transito e até agora não ouvi ninguém reclamar que a produtividade reduziu, pelo contrário, funcionários mais satisfeitos e dispostos. Menos gasto com combustível, menos gasto com vale transporte, menos poluição. Alguma coisa boa deve sair disto tudo.

 

Em tempos de crise enquanto uns choram outros vendem lenço

 

Você já deve ter ouvido falar esta frase, eu concordo com ela, desde que não se utilizem de ferramentas gananciosas para faturar com a calamidade, como vimos já nesta crise empresas se aproveitando da demanda do álcool em gel para aumentar os preços.

 

Eu me refiro as empresas se adaptarem para outra realidade, sem pessoas na rua, é bom lembrar que se elas não estão circulando, estão na internet e todos vão precisar consumir.

 

É o caso do Restaurante Primus no bairro Costa e Silva, o proprietário fechou as portas para os clientes comerem no local, mas reforçou seu time de entrega, assim ele tenta manter as contas em dia. Mesmo segunda a empresa, o movimento está em apenas 10% do que estava na semana anterior ao isolamento, estão conseguindo seguir, manter os empregos e pagar as contas.