Hospitais no limite e as ruas cheias

Mesmo com aumento dos números da pandemia a população parece ignorar os gráficos da saúde

Por Jacson Carvalho 09/07/2020 - 11:21 hs

Para que adiantou aquelas duas semanas de parada total em SC? Nem números significativos existiam ainda e todos pararam. Seria o melhor momento de fechar tudo? Será que agora não seria o momento de gastar aquelas duas semanas de perdas no comércio? Alias somente o comércio e pequenos empresários autônomos perderam, porque as indústrias, principalmente as multinacionais continuam a todo vapor, mais ainda, aumentaram seus faturamentos com aumento do dólar. Mão de obra barata, dólar nas alturas e exportações no topo do gráfico.

 

Falando em topo do gráfico, a saúde de Joinville e região está no limite, há poucos leitos disponíveis, enquanto isso a pandemia virou palanque político. Os Idosos querendo entrar no shopping, os novos querendo ficar em casa, o comércio que já estava enfraquecido continua em queda. Mas as ruas cheias.

 

O ônibus lotado, mercados cheios, BR-101 lotada nos finais de semanas, festas em casa, nos parentes. A notícia sobre pandemia se banalizou, liga-se a TV e sempre as mesmas coisas, mas afinal é isso que está acontecendo, a pandemia está aí. Ainda há quem duvide do poder destrutivo da pandemia, há quem usa isso para fazer campanha política, há que ignora a ética e a inteligência humana em dizer que tudo isso é bobagem.

 

Quando na Itália morriam 800 pessoas por dia, todos aqui estavam apavorados, mas e agora? No Brasil em média são 1200 por dia, mas não tem mais graça? Na Europa é mais chique morrer?

 

Acredito que estamos só na metade da curva, ainda falta muito para passarmos por essa, o problema é que ao ignorar a pandemia vamos perder quem a gente gosta, nossos pais, avós, tios, etc. Depois basta chorar.

 

Triste realidade.