Quem é você quando o assunto é tomada de decisões?

Em todas as decisões somos livres para realizar a escolha. Um ato tão pequeno que acompanha inúmeras consequências

Por Everton Schreiner 13/08/2020 - 10:54 hs

Durante toda a nossa jornada, seja ela profissional ou pessoal, somos obrigados a tomar decisões em todos os momentos, desde as mais banais até decisões complexas que podem interferir não somente na nossa vida particular mas também dos que estão ao nosso redor. Tomar decisões é algo que acontece de maneira quase que automática, mas indiferente do nível de responsabilidade, ela vem carregada com dois outros aspectos. O primeiro deles é a ação para realizar a decisão e o segundo a consequência com base na ação.

Quando uma decisão é tomada ocorre a ação. Quando se decide comprar um carro a sua ação é ir até uma loja de veículos e realizar o que foi decidido. Também colocando numa outra visão, uma oferta de cargo dentro de uma companhia ou em uma companhia diferente. Quando a decisão é tomada a ação nesse caso corresponde na mudança de cargo ou de companhia. A ação sempre irá ocorrer posteriormente a uma decisão tomada, seja ela produtiva ou não.

Após a realização da ação ocorre algo que muitas vezes é ignorado no momento da escolha da decisão: as consequências. Sendo as consequências boas ou ruins elas vão estar ligadas diretamente às ações a serem executadas. Dando continuidade ao exemplo citado acima, a ação da compra de um veículo, seja ele novo ou usado, vai ocasionar inúmeras consequências, sejam elas negativas ou positivas. A liberdade de um veículo proporcionar seu conforto, agilidade, independência. Consequências positivas, as quais, geralmente, são as únicas a serem observadas. Contudo, existe o lado negativo: o consumo, manutenção, valor de peças, avaliação no momento de revenda e ainda o valor do combustível utilizado, mesmo que esse item não possa ser controlado ou previsto em determinado prazo. Tudo isso são consequências que devem ser levadas em consideração no momento da decisão, mas que, inúmeras vezes, são deixadas de lado.

Analisar minuciosamente as alternativas que podem ser realizadas e suas consequências é fundamental para que se possa realizar a melhor escolha. A precipitação na escolha acaba desviando para o que é mais fácil ou que não influencia em sua zona de conforto atual. Essa precipitação em alguns casos ocorre de maneira automática, sendo uma ansiedade proveniente de pressão, prazos, ou até mesmo por difícil processamento de visualizar os prós e contras de cada alternativa. Dessa maneira, o auxílio de terceiros que dispõem de uma bagagem maior de conhecimento, percepção, análise e identificação de alternativas é de grande importância, mas que não determine a decisão final e sim ajude a clarear as alternativas.

Indiferente das decisões tomadas, as consequências que resultaram das ações exercidas com base nas alternativas devem ser um caminho cujo destino é o objetivo traçado. Os objetivos tanto profissionais quanto pessoais devem ser a linha de chegada à qual as decisões nos ajudem a chegar cada vez mais perto de alcançá-los, sejam eles de curto, médio ou longo prazo. Objetivos são essenciais para que as decisões sejam direcionadas de maneira assertiva. Os indivíduos que não tem objetivos definidos são caminhantes perdidos que não sabem onde querem ir e com isso deixam de ser autores da própria história e se tornam personagens de outra. O autor britânico Charles Lutwidge Dodgson, em seu livro Alice no País das Maravilhas, descreve de maneira simples e direta a falta de objetivo de um indivíduo.

"– O senhor pode me ajudar? Diz Alice.

 – Claro. Responde o Gato.

 – Para onde vai essa estrada?

 – Para aonde você quer ir?

 – Eu não sei. Estou perdida.

 – Para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve."