Roubo de gado pode comprometer a produção

Roubo de gado pode comprometer a produção

Pecuaristas que desenvolvem a profissão nos municípios de Jaguaruna e Sangão estiveram na Polícia Civil de Jaguaruna

Por Folha Regional/RCN 01/02/2018 - 09:34 hs
Foto: Jorge Pereira/ FR

Agropecuaristas da região buscam junto às autoridades competentes uma solução para combater os constantes roubos de animais na região. Na última semana, um grupo de pessoas que desenvolve a profissão nos municípios de Jaguaruna e Sangão, acompanhadas dos vereadores Mário Ferreira de Jaguaruna e Alaelcio Antônio Teixeira de Sangão, estiveram na Polícia Civil de Jaguaruna buscando uma solução junto ao delegado auxiliar, Lucas de Sá Rezende. De acordo com o criador de gado, Felipe Bitencourt, a situação está comprometendo a profissão. "Só aqui no Riachinho e comunidades vizinhas foram roubados mais de 35 animais em menos de dois anos, isto está inviabilizando a nossa profissão", lamenta Felipe.

Segundo estimativa levantada não oficialmente pelos criadores, o número de roubos pode chegar a mais de 200 animais nos últimos dois anos na região da comarca de Jaguaruna, mesmo assim, os boletins de ocorrência registrados na delegacia, são bem poucos. A falta de registros e pistas dificultam o trabalho de investigação da polícia. O delegado auxiliar de Jaguaruna Lucas de Sá Rezende orienta para a necessidade fazer os boletins de ocorrência. "Observamos que é um tipo de crime que está atormentando o meio rural, orientamos que em primeiro momento, após constatarem o roubo do gado, que sejam feitos o boletim de ocorrência para termos ciência do que está acontecendo, pois o registro é uma necessidade, e é a partir daí que começam os trabalhos de investigação", orienta o delegado.

Os roubos acontecem, na maioria, à noite e muitos agropecuaristas já não tem mais o sono sossegado, pois pernoitam em constante vigília. Segundo a informações dos criadores, os ladrões levam qualquer tipo de animal, muitos deles impróprios para o consumo. O médico veterinário da Cidasc, Agnaldo Serafim, destaca a preocupação das autoridades competentes. "Todos os indícios levam a crer que na grande maioria dos casos, estes roubos acontecem para o abate, o que significa que alguém está consumindo esta carne sem nenhuma inspeção", enfatiza.

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