Caminhada marca o "Dia da Luta Antimanicomial"

Evento faz parte da Semana Municipal de Conscientização e Orientação sobre Saúde Mental, para levar à população conscientização sobre riscos de tratamentos excludentes

Por Redação Agora Joinville 18/05/2018 - 16:17 hs
Foto: Divulgação/PMJ

Para celebrar o Dia da Luta Antimanicomial, nesta sexta-feira 18 de maio, a Secretaria da Saúde de Joinville (SES) realizou uma caminhada com a participação de profissionais da saúde primária e serviços especiais.

A ação foi o ápice da Semana Municipal de Conscientização e Orientação sobre Saúde Mental, que aconteceu de 14 a 18 de maio, e teve como objetivo levar à população, orientações e conscientização sobre o tratamento excludente ainda aplicado aos pacientes com transtornos mentais.

“Queremos acabar com o tratamento fechado e estigmatizante. Preconizamos o tratamento de portas abertas, no território, nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), nos ambulatórios e centros de convivência”, afirma terapeuta ocupacional, Shirlei Vicente, coordenadora do CAPS II.

A caminhada teve como ponto de partida a praça Lauro Müller, e seguiu por várias ruas da cidade, até chegar à Associação Catarinense de Ensino – Faculdade Guilherme Guimbala (ACE/FGG), onde o grupo prestigiou a apresentação do evento “Curta Loucura”, realizado pelos alunos do curso de Psicologia da instituição.

Semana de Conscientização

De acordo com Shirlei Vicente, neste ano, a Semana Municipal de Conscientização e Orientação sobre Saúde Mental, em Joinville, teve balanço positivo e mobilizou número expressivo de pessoas, incluindo profissionais da área, membros da comunidade e usuários.

O tema central das discussões foi “Protagonismo do Usuário”, e destacou questões essenciais como o respeito aos direitos do paciente e a possibilidade de ele se manifestar e ser ouvido. Joinville é um dos municípios com melhor rede de assistência à saúde mental, no Brasil, sobretudo nas áreas de média e alta complexidade.

A rede conta com o CAPS II, que atende pessoas com transtornos mentais; o CAPS III, que atende os transtornos mentais e oferece hospitalidade noturna; o CAPS IJ (Infantojuvenil), que trabalha transtornos na infância e adolescência, álcool e outras drogas; o CAPS AD, para casos de álcool e drogas e com unidade de acolhimento que oferece moradia aos pacientes em tratamento; o Serviço Organizado de Inclusão Social (SOIS), responsável pelo serviço de convivência do usuário, com trabalhos de arte, cultura e educação para doentes que já passaram da fase aguda da doença; duas residências terapêuticas; além de psicólogos, terapeutas ocupacionais e outros profissionais na atenção primária.

Ainda assim, há desafios a superar: “Precisamos fortalecer a nossa atenção básica, tanto para prevenção, quanto para darmos continuidade ao atendimento dos pacientes que seguem para tratamentos de média e alta complexidade”, completa a coordenadora.