Paulo Bauer irá integrar equipe do presidente Bolsonaro no Planalto

Catarinense aceitou o convite para ser secretário especial da Casa Civil para o Senado

Foto: Agência Senado

Depois de não obter êxito na tentativa de reeleição em 2018, o senador catarinense Paulo Bauer (PSDB) confirmou que irá assumir na próxima segunda-feira (4) a Secretaria Especial da Casa Civil para o Senado no governo de Jair Bolsonaro. Bauer vinha sendo sondado desde dezembro do ano passado pelo ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para integrar a equipe de governo, entretanto, não havia definição de qual cargo ocuparia.

Em termos práticos, Bauer será o responsável pelo relacionamento do Planalto com os senadores que assumem a próxima legislatura. É ele que terá a missão de manter a harmonia entre o Senado e a presidência da República, o ministro da Casa Civil e os demais ministros de Estado. Também fará o acompanhamento dos trabalhos do Legislativo; o encaminhamento e apoio às reivindicações dos parlamentares junto aos órgãos da administração federal e o fornecimento de informações sobre as atividades do governo e das decisões de Bolsonaro. 

"Com a experiência que adquiri na vida pública, nos diversos mandatos que exerci, especialmente no de Senador, espero corresponder às expectativas do ministro Onyx Lorenzoni, de quem sou amigo pessoal há mais de 15 anos, e do presidente Bolsonaro, em quem votei no segundo turno da eleição presidencial e de quem fui colega de bancada por quatro mandatos na Câmara dos Deputados", disse ele.

Investigação

Paulo Bauer é alvo de uma investigação da Procuradoria Geral da República (PGR). Em 2018, o ministro Edson Fachin aceitou a abertura de inquérito solicitado pela PGR para apurar os possíveis crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro entre 2013 e 2015. Nesse período teria ocorrido o repasse ilegal de R$ 11,5 milhões da empresa Hypermarcas para a campanha do tucano ao governo de Santa Catarina, em 2014. Na ocasião, Bauer foi derrotado por Raimundo Colombo (PSD), reeleito para o cargo.

A investigação surgiu a partir da delação premiada do ex-diretor da Hypermarcas, Nelson José de Mello, que disse ter repassado o dinheiro por meio de caixa dois para manter laços de relação com o político, caso ele assumisse o governo catarinense. O delator teria apontado anotações que fazem referência ao "Projeto Criciúma" e indicou contratos fictícios para encobrir a prática de caixa dois.

O senador e a defesa negam as irregularidades.