Celesc anuncia investimento de R$ 1 bilhão para 2019

Os recursos serão destinados, principalmente, para manutenção da rede e ampliação de sistemas

Foto: Divulgação/ Celesc
Celesc anuncia investimento de R$ 1 bilhão para 2019
Cleicio: Cabo protegido vai dar mais segurança ao produtor. Foto: Wellinton Heinz

O presidente da Celesc, Cleicio Poleto Martins, anunciou na tarde desta quinta-feira (21) que a empresa vai investir mais de R$ 1 bilhão ao longo de 2019. Os recursos serão destinados, principalmente, para manutenção da rede, ampliação do sistema de alta tensão e do sistema de média e baixa tensão. Ele disse também que a empresa vai "intensificar a presença no agronegócio". 


Do montante de R$ 1 bilhão, mais da metade, R$ 595 milhões, são para ampliação e otimização da capacidade da companhia. O restante, pouco mais de R$ 400 milhões, serão destinados para manutenção da rede atual. Entre os investimentos, estão a construção de subestações e novas linhas de transmissão, além do aumento da capacidade de geração. 


A Celesc investirá R$ 40 milhões em dois anos para melhoramentos nas redes elétricas em áreas rurais. O projeto contempla todas as regiões do Estado e beneficiará 20,9 mil propriedades rurais. O prazo é de dois anos, sendo R$ 20 milhões para 2019 e R$ 20 milhões para 2020. 


Além disso, outra medida vai melhorar a qualidade da energia no campo. A empresa destinará R$ 10 milhões para a implantação de 400 km de cabos protegidos na região de Rio do Sul. Esse tipo de investimento está na primeira fase e deve ser levado para outras regiões nos próximos anos. Os cabos protegidos têm o benefício de evitar quedas de luz com ocorrências casuais no campo, como animais, galhos, e folhas na rede. Sem a proteção, a ocorrência desses fenômenos aciona mecanismos de segurança que derrubam a tensão nos cabos e geram falta de energia nas propriedades. A consequência é que, com os novos cabos, as quedas de energia vão diminuir drasticamente. 


Para Cleicio, a melhora na infraestrutura em áreas rurais merece destaque por dois motivos. O primeiro é o incentivo para que o jovem continue no campo e a consequente diminuição do êxodo rural. O segundo é a segurança energética dada a propriedades que sustentam o agronegócio, responsável por mais de 30% do PIB estadual


Confira a tabela: