Estudantes e professores se reúnem em manifestação a favor da educação em Joinville

Paralisação nacional ocorreu contra o corte de verbas anunciado pelo MEC; veja vídeos

Por Redação Agora Joinville 16/05/2019 - 08:53 hs
Foto: Rafaela França/Agora Joinville
Estudantes e professores se reúnem em manifestação a favor da educação em Joinville
Manifestação contra corte de verbas na educação. Foto: Rafaela França/AJ

Professores, alunos, sindicatos e trabalhadores se reuniram na tarde desta quarta-feira (15) em uma manifestação a favor da educação em Joinville. Representantes de universidades, escolas estaduais, Centros de Educação Infantil (CEIs) e sindicatos se juntaram à paralisação nacional contra o corte de verbas, anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) no fim do mês passado. Os protestos acontecem em todo o país.


Em Joinville, a concentração teve início por volta das 15 horas, na Praça da Bandeira, ao lado do Terminal Central. Com cartazes e gritos de guerra, por volta das 16h30 os manifestantes saíram em direção às ruas Dona Francisca, Princesa Izabel, do Príncipe, Dr. Marinho Lobo e Rio Branco, até retornarem à Praça das Bandeiras, onde o primeiro ato teve fim. 



Udesc e Univille

Além da concentração na região Central de Joinville, estudantes das universidades Univille e Udesc realizaram outro ato contra o corte de verbas. Por volta das 19 horas, os acadêmicos se reuniram na sede da Univille, na zona Industrial Norte, e seguiram entre os corredores da universidade. De lá, em caminhada foram até a Udesc. 



Entenda o corte de verbas

O Ministério da Educação (MEC) bloqueou, no final do mês de abril, uma parte do orçamento das 63 universidades e dos 38 institutos federais de ensino. Segundo o governo, o corte foi aplicado sobre gastos não obrigatórios, como água, luz, terceirizados, obras, equipamentos e realização de pesquisas. No total, o corte foi de R$ 1,7 bilhão, o que representa 24,84% dos gastos e 3,43% do orçamento total das federais. Recursos para todas as etapas de ensino foram reduzidos ou congelados. A medida inclui também verbas para construção de escolas, ensino técnico, bolsas de pesquisa e transporte escolar. 

Segundo o MEC, a decisão foi tomada porque a arrecadação de impostos está menor do que o previsto.