'Não adianta meia mudança', diz Moisés

Governador de Santa Catarina cobrou que estados e municípios sejam incluídos na reforma da Previdência

Foto: Foto: Murici Balbinot

O governador do Estado Carlos Moisés da Silva já mandou o recado para os três senadores de Santa Catarina: quer o apoio deles na inclusão de estados e municípios na reforma da Previdência. A matéria, que está tramitando no Senado como uma PEC paralela, ainda precisaria voltar à Câmara dos Deputados. Segundo Moisés, a expectativa natural é de que o Congresso aprove a medida nas duas casas.

"Não adianta meia mudança", disse. Segundo ele, fazer a reforma somente no âmbito federal fará com que o Brasil continue endividado. "Assim, morre todo mundo abraçado", afirmou. O déficit da Previdência estadual hoje é de R$ 350 milhões por mês, que alcança mais de R$ 4 bilhões por ano. 

"Dos 5 mil e poucos municípios que o Brasil tem, mais de 2 mil têm Previdência própria. Nós não podemos deixar metade dos municípios brasileiros endividados. Os estados têm Previdência própria, os 27", afirmou.

Moisés conta com o apoio dos parlamentares catarinenses. Durante a primeira votação, Santa Catarina deu o maior apoio proporcional do país à reforma. Foram 15 votos de 16 possíveis. "O que estamos fazendo hoje é um ato de responsabilidade para com as futuras gerações", disse.