Inadimplência das famílias catarinenses cresce e chega a 21,4%

Entre os catarinenses com contas em atraso, 52,6% estão endividados a mais de um ano

Foto: Arquivo/ AJ

O número de famílias com dívidas em atraso cresceu em Santa Catarina. A inadimplência das famílias catarinenses chegou a 21,4% em janeiro, aumento de 0,6 pontos percentuais (p.p.) em relação a dezembro de 2019. Os dados são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio/SC).

Dentre as famílias com contas em atraso, 52,1% afirmaram que não terão condições de pagar totalmente suas dívidas, enquanto 27,3% dizem que tem condições de quitar totalmente seus débitos. A maioria dos catarinenses com contas em atrasos estão endividados a mais de um ano (52,6%). O tempo médio das contas atrasadas é de 9,1 meses.

Segundo a Fecomércio/SC, a pesquisa mostrou que as dívidas em Santa Catarina estão controláveis. A inadimplência é estável e condizente com a situação econômica atual, não apresentando risco elevado, diz a entidade. Entretanto, a parcela da renda das famílias comprometida com dívidas (30,8%) preocupa. De acordo com a Federação, o resultado está fortemente vinculado às elevadas taxas de juros.

O principal agente de endividamento dos catarinenses é o cartão de crédito, com 70,6% dos consumidores possuindo esse tipo de dívida. Em seguida aparecem os carnês (45,5%), o financiamento de carro (25,4%) e o crédito pessoal (20,8%). 

Situação por cidade

A pesquisa foi realizada em quatro cidades -- Blumenau, Chapecó, Florianópolis e Joinville--, sendo que a capital registrou o maior índice de inadimplência, com 29,6%. A cidade com o menor percentual de famílias com contas em atraso é Blumenau, com 8,5%.

Mesmo com o alto índice de inadimplência, Florianópolis é a cidade em que as famílias estão, em média, menos tempo em endividadas (6,8 meses). Já Blumenau e Joinville são os municípios onde os catarinenses estão a mais tempo com dívidas em atrasos, com uma média de 10,6 meses.